Cada um no seu lugar

                A diretora-geral da Polícia Civil, Mailine Alvarenga, exonerou a chefe da Delegacia de Polícia Especializada (DPE), Rosana Gonçalves, e a mandou para a 11ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga. Pode ter sido uma boa medida, pode não ter sido. Segundo Ana Maria Campos, no Correio Braziliense, Rosana era uma ameaça ao comando de Mailine e andou desautorizando a diretora-geral.
                Nada disso vem ao caso. A questão que importa é que para uma polícia funcionar é preciso que haja comando e hierarquia. Se o governador nomeou Mailine para a direção-geral, ela comanda e Rosana obedece.
                O problema, na Polícia Civil, na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros, é que os seis deputados distritais que pertenciam a essas corporações acham que têm o direito de mandar nelas, nomear e exonerar. Exigem isso como contrapartida à sustentação política que dão ao governo.
                 Diz a matéria do Correio que Rosana “tem o apoio” do deputado Cláudio Abrantes e de “setores do PT”. Diz ainda que Abrantes e outro deputado-policial, Dr. Michel, discursaram na Câmara “para criticar a demissão sem que eles tenham sido consultados antes”.
                A grave distorção que é deputado querer mandar na diretora-geral da polícia já está, assim, consolidada. O governador Agnelo Queiroz, se quer um novo caminho, tem de acabar logo com isso.
                A direção das polícias e dos bombeiros tem de ser profissional e livre de influências político-partidárias. Nem “doutores”, nem agentes, nem cabos e coroneis que estão na Câmara têm de se meter. Muito menos “setores do PT”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Captcha Captcha Reload

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>