Isto é que política externa não ideológica

 
O debate sobre a política externa brasileira é hoje, na verdade, um monólogo. Os principais veículos abrem espaço para os críticos – embaixadores tucanos, professores americanófilos, jornalistas de oposição – e costumam fechar para os que defendem a política externa, mas devemos reconhecer que o Itamaraty não tem sido competente em expor publicamente e defender seus pontos de vista.
            Esses críticos acusam a política externa de ser influenciada por fatores ideológicos, como se suas posições também não fossem ideológicas. Para eles, a autodeterminação e a soberania do Paraguai devem ser respeitadas quando um golpe branco é dado, desde que o beneficiado seja de direita. Mas nada de autodeterminação e soberania quando o país em foco desafia ou enfrenta os interesses dos Estados Unidos e da Europa. Aí, vale todo intervencionismo, inclusive armado.
            Como têm espaço garantido para expor suas posições ideológicas, esses “analistas” fazem pouca análise e muito discurso. Não escondem que para eles o melhor dos mundos é aquele que prega que para onde forem os Estados Unidos, deve ir o Brasil.
 

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