São os negócios, idiotas

 
As chamadas grandes potências sempre têm um pretexto para justificar as intervenções, armadas ou não, em países que lhes desagradam. A última moda é incentivar grupos descontentes – sempre os há — e armá-los, em troca do futuro alinhamento incondicional e submissão econômica aos Estados Unidos e aos países europeus. Como os governos estabelecidos naturalmente reagem à rebelião, vem a guerra civil que é apresentada na mídia como uma luta do bem contra o mal, embora geralmente o mal esteja dos dois lados. Se o governo mata é massacre. Se os rebeldes matam é prova do sucesso da rebelião.
            Para atacar o Iraque, o pretexto foram as armas de destruição em massa que o país teria. Para atacar a Líbia, a reação de Kadafi à ação armada dos clãs descontentes. Para o Irã, é o programa nuclear. Para a Síria, as armas químicas.
            Só ingênuos acreditam que a motivação das potências seja a defesa da democracia, da liberdade e dos direitos humanos naqueles países. Até porque nenhum desses valores é do gosto dos rebeldes. São os negócios, idiotas.

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