Justiça? Que justiça?

Três fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho foram assassinados em Unaí, Minas Gerais, no dia 28 de janeiro de 2004. Estavam a trabalho, apurando a existência de trabalho escravo em fazendas da região, próxima a Brasília. Desde aquela época um fazendeiro conhecido pela elevada produção de feijão, Norberto Mânica, e seu irmão Antério, ex-prefeito do município, eram apontados como mandantes do crime.

Nove anos depois, o caso ainda está em julgamento, e em primeira instância.

Não é porque faltam juízes, nem promotores, nem funcionários. Também não é porque a justiça está desaparelhada. É por excesso de incompetência, descaso, burocracia, formalismos inúteis, legislação ultrapassada e, também, porque os acusados são poderosos.

Esta é a justiça que existe no Brasil. Ou melhor: não existe.

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