Todo poder ao capital!

Não é difícil entender por que a direita e os grandes empresários e banqueiros ficam raivosos ao ouvir propostas de constituinte, plebiscito, referendo, conselhos populares, democracia direta e participação popular: não querem perder uma fração sequer de poder.

E é por isso que argumentam em defesa do Poder Legislativo, como se instrumentos de democracia direta fossem contraditórios com as prerrogativas dos parlamentares. Em vários países do mundo, em diferentes graus, legislativos e mecanismos de participação popular convivem com harmonia.

A questão é que, por meio do financiamento de campanhas, do suborno direto e da compra de parlamentares, a direita e o grande capital dominam a maioria no Congresso Nacional, nas assembléias legislativas e nas câmaras de vereadores. Então, por que o risco de entregar decisões ao povo?

O decreto da presidente Dilma, instituindo mecanismos de participação popular, tem falhas, burocratiza o processo e é limitado. Mas está sendo violentamente combatido porque abre um flanco perigoso para os que enchem a boca ao falar de democracia, mas a única democracia que lhes interessa é a que assegura seus poderes, seus privilégios e suas fortunas.

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