Dinheiro fácil

A legislação eleitoral brasileira faz com que os minutos que cada partido tem para os programas e inserções na televisão, durante a campanha eleitoral, valham muito, em dinheiro ou em negociações lícitas e ilícitas. No dia em que forem revelados os valores oferecidos e pedidos por partidos isso será mais bem entendido pelas pessoas que desconhecem esse mercado.

Os parlamentares não querem mexer nisso porque é, para muitos deles, excelente fonte de renda e de barganhas de todo tipo.

O exemplo mais significativo nos últimos dias é o do PR. Para não perder o tempo que o partido chefiado por Valdemar da Costa Neto tem na TV, a presidente Dilma esqueceu a “faxina” que fez no Ministério do Transportes e tirou de lá o ministro César Borges, rebaixado para a Secretaria de Portos.

Só que isso não era o principal. Dilma tirou Borges a pedido do PR, mas lá recolocou Paulo Sérgio Passos, de quem o PR também não gosta muito, embora filiado ao partido. O principal é devolver ao PR o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), subordinado à pasta, pois é ali que jorra muito dinheiro.

Os segundos do PR na TV custarão muito caro aos cofres públicos.

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