Tudo na mesma

Nas eleições de 2010 foi formada uma grande frente para construir um novo caminho para o Distrito Federal, que significasse um rompimento radical com o passado. A união de vários partidos, com o PT à frente, possibilitou a vitória do governador Agnelo Queiroz e dos senadores Cristovam Buarque e Rodrigo Rollemberg, além da eleição de expressivas bancadas na Câmara dos Deputados e na Câmara Legislativa.

Esperava-se que assim fossem superadas velhas práticas de governar e velhos métodos de fazer política que levaram nossa cidade a ser protagonista de um dos maiores escândalos de corrupção do país, que levou ao afastamento do governador e do vice-governador e os brasilienses a uma progressiva perda da qualidade de vida.

Já no início deste governo pudemos constatar que nada mudaria em relação aos governos anteriores, de Joaquim Roriz e José Roberto Arruda. Permaneceram em vigor o patrimonialismo e a fisiologia, as alianças espúrias, a submissão aos interesses dos empreiteiros e do mercado imobiliário, a falta de prioridade a setores essenciais, como a educação, a saúde, a segurança e a mobilidade urbana.

Além disso, o atual governo manteve práticas incompatíveis com a transparência e a ética que se espera de governantes que prometem mudanças. Há inúmeras denúncias de corrupção, de mau uso do dinheiro público, de superfaturamentos de obras e de compras. Nenhuma respondida convincentemente.

Não é possível que quando temos tantos problemas em áreas básicas para a qualidade de vida da população, tenhamos um governo que tem como principal obra e marca um estádio com porte superestimado e custo superfaturado.

Por isso é preciso, no Distrito Federal, uma mudança radical. Com um governo à altura dos brasilienses.

 

Direto no ponto

Há três anos comecei a escrever neste blog. Não pretendi, em nenhum momento, dar notícias exclusivas ou imediatas. Tampouco pensei em fazer reportagens. Não tinha condições objetivas de fazer bem nem uma coisa, nem outra. Optei também por não transcrever notas e textos publicados em outros blogs ou veículos, embora tenha feito isso, ocasionalmente.

Sempre foi, assim, um blog de opinião. Procuro transmitir minha visão de coisas que acontecem aqui, lá ou em qualquer lugar. Visão marcada por um posicionamento ideológico e político que não escondo em meus escritos desde o final dos anos 1960. Não me propus à imparcialidade, mas sempre procurei ser isento em minhas análises, respeitando os fatos.

 Nunca me iludi de que teria grande audiência, que estaria entre os blogs mais lidos. Tenho autocrítica, conheço minhas limitações e, paradoxalmente, tendo em vista minha atividade profissional, não sei fazer meu marketing pessoal e me promover.

A partir de agora este blog estará mais engajado em um projeto ao qual me dedicarei nos próximos meses: a eleição de Rodrigo Rollemberg para governador e de José Antonio Reguffe para senador. Considero que Rodrigo e Reguffe possibilitam a virada radical que precisamos dar em Brasília, para superar os péssimos governos que tivemos nos últimos anos. No governo do DF e no Senado, Rodrigo e Reguffe vão imprimir um novo estilo de fazer política e de governar, rompendo com os velhos e ultrapassados métodos que o atual governador manteve na íntegra, apesar de prometer um novo caminho.

Caminho muito para lá de velhíssimo

Os chefes de órgãos do governo do DF foram convocados a comparecer a uma solenidade no Palácio do Buriti e levar com eles pelo menos 10 subordinados. A convocação, em letras maiúsculas para deixar claro que não era um convite, foi feita pelo cerimonial “de ordem” do governador.

A solenidade foi às 11 horas, ou seja, horário de trabalho dos servidores. Os que não trabalham no Buriti e no anexo devem ter gastado pelo menos, e com otimismo, 30 minutos para chegar ao local. Assim, o próprio governador tira funcionários do trabalho para formar claque em uma solenidade pública – na qual, mostrando que aprendeu lições do media training marqueteiro que fez, simulou um choro.

É, no mínimo, uma vergonha. No mínimo.

Fácil de entender

Atribui-se ao falecido senador maranhense Vitorino Freire a frase “jabuti não sobe em árvore”. Ou seja, se o jabuti está no alto da árvore, alguém o colocou lá – a não ser que tenha havido uma grande inundação.

Alguém muito importante determinou ao Departamento de Estradas e Rodagem que assinasse o escandaloso contrato com a empresa Embrasil-EU para espalhar horrorosos totens às margens das vias no Plano Piloto e nos Lagos Sul e Norte.

Como não houve enchente, esse jabuti foi colocado lá por alguém muito poderoso. Sigam o dinheiro.

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