Macaquice e ignorância

Os brasileiros, diferentemente dos portugueses e dos que falam a língua espanhola, adoram incorporar nomes e expressões estrangeiras ao nosso dia a dia. Enquanto os vizinhos latino-americanos e os antepassados da Península Ibérica naturalizam até nomes próprios, aqui parecem achar que usar palavras estrangeiras é bonito, elegante, charmoso, ou que demonstra conhecimento. Na verdade, demonstra pedantismo, breguice e ignorância.

O pior é que jornalistas também usam as palavras estrangeiras, e como. Assim as expressões vão se introduzindo e se consolidando. Mas o pior mesmo é que muita gente – inclusive jornalistas – repete as palavras e termos estrangeiros sem sequer saber o que realmente significam.

Hoje, por exemplo, está em um importante jornal: “Após a conversa, será servido um coffee-break ao lado do plenário”. Ou seja, após a conversa será servido um intervalo para o café. Todos vão se deliciar bebendo e comendo o intervalo, que naturalmente não será um intervalo, pois será depois da conversa…

Mas tem pior: convite para um coffee-break. Sem nada antes ou depois. Um simples coffee, na verdade.

 

 

Falta de respeito

A presidente Dilma Rousseff sucumbiu mais uma vez à politicagem e designou o tesoureiro do PTB para uma vice-presidência da Caixa Econômica Federal.

Outro político do PTB ocupa uma vice-presidência do Banco do Brasil.

É vergonhoso dispor de postos em bancos estatais, ou em qualquer empresa estatal, para resolver problemas políticos e atrair aliados.

Esse tipo de ação coloca todos os governos que a praticam na vala comum da lama que assola o país.

Pai da pátria irritadinho

O Senado tem a obrigação de abrir um processo contra o senador tucano Aloysio Nunes Ferreira, por quebra do decoro parlamentar. O senador irritou-se com as perguntas de um blogueiro e mandou-o, agressivamente, à puta que o pariu. E ainda chamou a excrescência institucional chamada “polícia” do Senado para prendê-lo já fora do prédio do Congresso Nacional.

O blogueiro, Rodrigo Grassi, é o mesmo que vaiou o ministro Joaquim Barbosa em um bar, e tem fama de militante petista extremado. Mas as perguntas ao senador tucano foram feitas corretamente e com educação, além de pertinentes. Nada justificava o ataque histérico de Aloysio Nunes Ferreira e a detenção ilegal de Grassi, que teve seu celular confiscado e violado.

E o senador acabou não explicando porque os governos tucanos de São Paulo nunca permitem a abertura de CPIs na Assembleia Legislativa do estado e muito menos seu envolvimento na roubalheira promovida pelo PSDB paulista desde o governo de Mário Covas.

Engana-me que eu gosto

É muito difícil acreditar que Juscelino Kubitschek morreu em um simples acidente na estrada e que o coronel Paulo Manhães morreu de infarto ao ser assaltado.

É mais difícil ainda acreditar que há quem acredite nisso.

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