Mais uma do elefantão branco

Público de Atlético Paranaense versus Cruzeiro, no Mané Garrincha: 12.093 pessoas.

Sobraram 50 mil lugares.

Dava ou não dava para ser um estádio de 40 mil lugares?

 

Wyllys mostra que oposição pode ser séria

Foi politiqueiro e oportunista o comportamento dos deputados Arnaldo Jordy, do PPS, e Mara Gabrilli, do PSDB, depois da visita à Papuda. Assim que saíram do presídio foram logo dizendo que José Dirceu tem privilégios na prisão, o que se comprovou ser mentira. Gabrilli, que sequer entrou na cela, falou de um micro-ondas que não existe – embora, como explicou o diretor da penitenciária, outros presos tenham o aparelho, que não é proibido.

Jordy e Gabrilli mostraram que não estavam ali para fazer um trabalho sério, mas para aparecer e criar mais dificuldades ainda para impedir que José Dirceu possa trabalhar fora do presídio, como é seu direito. E Jordy ainda levou um assessor que filmou a visita clandestinamente, o que é crime, e passou as imagens a um repórter que é seu amigo.

Já o deputado Jean Wyllys, do Psol, que também é oposição ao governo e crítico ao PT, foi honesto e sério: não viu nenhum privilégio e disse isso com todas as letras.

 

 

O dinheiro corre solto

O deputado Nelson Marquezelli tentou escapar, mas acabou reconhecendo que pagou a “trabalhadores” que ocuparam as galerias da Câmara para fazer pressão por um projeto de interesse dele. O pagamento, em dinheiro vivo, foi feito por funcionários da Câmara no gabinete de Marquezelli.

O deputado disse estar estranhando tantas notícias por causa disso. Afinal, ele sabe que colegas seus e senadores também recebem pagamentos em dinheiro vivo por serviços prestados, no exercício do mandato, a empresas, associações de classe e lobistas.

A diferença, deputado, é que como os valores pagos aos parlamentares são muito mais altos (uma emenda a medida provisória pode custar 15 milhões de reais), a operação é feita com mais discrição.

 

Está esquisito

Se a morte de Juscelino Kubitschek foi mesmo acidental, há uma grande coincidência. Hoje sabe-se que os ditadores sul-americanos articularam o assassinato de vários líderes políticos da Argentina, do Chile, do Uruguai e do Brasil. Juscelino certamente seria mais uma vítima, e há vários indícios disso – entre os quais o boato sobre sua morte duas semanas antes.

Que é estranho, é.